QUARESMA: Converter-se e crer no EVANGELHO

Quaresma_2006

Mais uma vez estamos começando a quaresma. Vamos apenas repeti-la e ficar onde estamos?  Ou vamos descobrir algo novo e progredir na vida?
Desde antigamente, a Igreja nos prepara para a Páscoa com esse período de 40 dias.
O número não foi escolhido à-toa. Desde a tradição do livro do Êxodo (Ex 16,35),  considera-se que o povo de Deus passou 40 anos no deserto antes de chegar à terra prometida, à liberdade.
No Evangelho de São Marcos 1-13 Jesus passa 40 dias no deserto. E aí supera a tentação de satanás, aquela que Adão, o Homem, não conseguiu superar. Isso significa que Jesus passou pela aprovação e saiu vitorioso. Mas o que tem isso a ver conosco hoje? Que luz isso trás para nossa luta de todos os dias?
O DESTINO OU O PARAISO?
Jesus nos indica o ponto de chegada, a direção em que devemos caminhar. Ele que, no deserto, vencido Satanás, “vivia entre as feras e os anjos o serviam” é o novo Adão. É o homem no paraíso. É a nova humanidade, realizada, em paz com Deus e com a natureza. Essa mensagem de paz diga-se de passagem, aparece também no livro do Gênese 9,8-15, quando se diz que Deus pendurou o seu arco de guerra e fez a paz com os homens. E o arco de Deus se tornou o arco Íris, que pôs fim ao dilúvio, ao castigo.
COMO CHEGAR LÁ?
Uma pista nos vem do antigo povo de Deus, aquele que caminhou por 40 anos no deserto. À sua frente ia Moisés. Este povo é parecido conosco. Nossas provações, nossa luta, não duram 40 dias, mas 40 anos ou mais!
Nós estamos sempre a caminho, no deserto, na esperança de chegar.
De Moisés, os rabinos contavam uma história curiosa.
Diziam que ele viveu 120 anos, e teve 3 longas provações de 40 anos na vida.
A 1ª foi no Egito: 40 anos de aprendizagem, de experiência, de educação.
Aprendeu a viver, a sentir os dramas do povo, a descobrir a solidariedade. Achou que deveria lutar pelo seu povo. Revoltou-se contra a opressão dos egípcios. Mas… Ninguém o seguiu. Aí a decepção, a fuga para Madiã, outros 40 anos curtindo sua decepção e reconquistando aos poucos a confiança, as forças, a maturidade.
Enfim, superada também esta 2ª provação, Deus o chamou para guiar o seu povo, durante 40 anos, na saída do Egito, no caminho da libertação.
A história de Moisés nos diz que há etapas e provações diferentes na vida. Cada um, – jovem, adulto, mais velho – tem a sua etapa a vencer, a sua caminhada.
Nesta quaresma, qual é o passo que eu devo dar?
OS PRÓXIMOS PASSSOS
Não devemos, porém, olhar só para a nossa situação pessoal. O amadurecimento de Moisés é exatamente esse: Passar de sua percepção ainda ingênua das coisas para uma visão lúcida da vontade de Deus e das necessidades de seu povo.
Viver a quaresma, é antes de tudo lutar contra tudo que nos separa.
A tentação é sossegar diante dos problemas.
Superar a provação, vencer a batalha contra o mal. Não é “apenas isso”, mas nesta luta é que estamos continuando a luta contra satanás, continuando a caminhada do povo junto à libertação, realizando a nova humanidade.
Certamente, a outros passos a dar.
CAMINHADA OU TRAVESSIA
A primeira carta de São Pedro 3,18-22 compara a nossa provação a uma passagem pelas águas. Não uma caminhada, mas uma travessia! Algo como aconteceu a Noé, que foi salvo pela arca. Mas agora o nosso barco é outro.
É a cruz de Cristo. Nele embarcamos com o batismo. O batismo não é um ponto de chegada.  É um compromisso de seguir o Evangelho, a cruz de Jesus.
E é ao mesmo tempo a garantia de que esse barco realmente pode nos conduzir ao porto seguro, ao lugar certo.                                                                                                  Mais uma vez estamos começando a quaresma. Vamos apenas repeti-la e ficar onde estamos?  Ou vamos descobrir algo novo e progredir na vida?
Desde antigamente, a Igreja nos prepara para a Páscoa com esse período de 40 dias.
O número não foi escolhido à-toa. Desde a tradição do livro do Êxodo (Ex 16,35),  considera-se que o povo de Deus passou 40 anos no deserto antes de chegar à terra prometida, à liberdade.
No Evangelho de São Marcos 1-13 Jesus passa 40 dias no deserto. E aí supera a tentação de satanás, aquela que Adão, o Homem, não conseguiu superar. Isso significa que Jesus passou pela aprovação e saiu vitorioso. Mas o que tem isso a ver conosco hoje? Que luz isso trás para nossa luta de todos os dias?
O DESTINO OU O PARAISO?
Jesus nos indica o ponto de chegada, a direção em que devemos caminhar. Ele que, no deserto, vencido Satanás, “vivia entre as feras e os anjos o serviam” é o novo Adão. É o homem no paraíso. É a nova humanidade, realizada, em paz com Deus e com a natureza. Essa mensagem de paz diga-se de passagem, aparece também no livro do Gênese 9,8-15, quando se diz que Deus pendurou o seu arco de guerra e fez a paz com os homens. E o arco de Deus se tornou o arco Íris, que pôs fim ao dilúvio, ao castigo.
COMO CHEGAR LÁ?
Uma pista nos vem do antigo povo de Deus, aquele que caminhou por 40 anos no deserto. À sua frente ia Moisés. Este povo é parecido conosco. Nossas provações, nossa luta, não duram 40 dias, mas 40 anos ou mais!
Nós estamos sempre a caminho, no deserto, na esperança de chegar.
De Moisés, os rabinos contavam uma história curiosa.
Diziam que ele viveu 120 anos, e teve 3 longas provações de 40 anos na vida.
A 1ª foi no Egito: 40 anos de aprendizagem, de experiência, de educação.
Aprendeu a viver, a sentir os dramas do povo, a descobrir a solidariedade. Achou que deveria lutar pelo seu povo. Revoltou-se contra a opressão dos egípcios. Mas… Ninguém o seguiu. Aí a decepção, a fuga para Madiã, outros 40 anos curtindo sua decepção e reconquistando aos poucos a confiança, as forças, a maturidade.
Enfim, superada também esta 2ª provação, Deus o chamou para guiar o seu povo, durante 40 anos, na saída do Egito, no caminho da libertação.
A história de Moisés nos diz que há etapas e provações diferentes na vida. Cada um, – jovem, adulto, mais velho – tem a sua etapa a vencer, a sua caminhada.
Nesta quaresma, qual é o passo que eu devo dar?
OS PRÓXIMOS PASSSOS
Não devemos, porém, olhar só para a nossa situação pessoal. O amadurecimento de Moisés é exatamente esse: Passar de sua percepção ainda ingênua das coisas para uma visão lúcida da vontade de Deus e das necessidades de seu povo.
Viver a quaresma, é antes de tudo lutar contra tudo que nos separa.
A tentação é sossegar diante dos problemas.
Superar a provação, vencer a batalha contra o mal. Não é “apenas isso”, mas nesta luta é que estamos continuando a luta contra satanás, continuando a caminhada do povo junto à libertação, realizando a nova humanidade.
Certamente, a outros passos a dar.
CAMINHADA OU TRAVESSIA
A primeira carta de São Pedro 3,18-22 compara a nossa provação a uma passagem pelas águas. Não uma caminhada, mas uma travessia! Algo como aconteceu a Noé, que foi salvo pela arca. Mas agora o nosso barco é outro.
É a cruz de Cristo. Nele embarcamos com o batismo. O batismo não é um ponto de chegada.  É um compromisso de seguir o Evangelho, a cruz de Jesus.
E é ao mesmo tempo a garantia de que esse barco realmente pode nos conduzir ao porto seguro, ao lugar certo.
Pe. Lucas de Paula Almeida, CM

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