NATAL – O projeto de DEUS fazer-se homem

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Natal! A esta palavra está ligado todo um universo de símbolos: a vela, as estrelas, as bolas resplandecentes, o pinheirinho, o presépio, o boi e o asno, os pastores, o bom José e a Virgem, o Menino repousando sobre palhas.
Eles constituem o eco do maior evento da história: a encarnação de Deus. Nasceram da fé e falam ao coração. Apesar de toda a profanização, o Natal guarda ainda a sacralidade inviolável, sacralidade que é aquela da própria vida.
Toda vida é sagrada e remete para um ministério sacrossanto. Por isso, todo atentado contra vida é uma agressão ao próprio Deus. Na vida do Menino a fé celebra a manifestação da própria Vida e a comunicação do próprio Ministério.
Humildes pastores deixam seu rebanho, e alegres ocorrem ao Rei do céu. Nós igualmente, cheios de alegria.
No escuro e nas trevas. A luz era fraca; podia-se ver pouca coisa. É o símbolo da humanidade em situação de advento, de espera e de expectativa. Agora o menino veio.
É o que significa o Natal: a festa da luz, da vida e do amor humanitário de nosso Deus. A luz se acendeu; agora podemos ver tudo: a Deus como Pai, os outros como irmãos, o mundo como herança que o Pai nos deu. Tudo isto por causa do Ministério desta noite santa e anunciada.
Nasceu o sol que não conhece mais o caso: Jesus Cristo, Filho eterno de Deus e nosso Irmão bem-amado.
É para celebrar e nos alegrar que aqui estamos diante do presépio com os anjos do céu, com os homens da terra e com a natureza toda inteira.
Esta é a mensagem que vem dos anjos, mensageiros de Deus. O menino revela a glória de Deus. Não é a glória de um rei, nem de um rico, nem de um forte.
É a glória de um Deus-criança que é inocência, candura, ternura e amor. Diante da inocência cala a voz do poderoso para contemplar. Diante da candura se dobra o violento para acariciar. Diante da ternura abre-se o coração do insensível para se comunicar. Diante do amor todos se extasiam e recuperam a alegria de viver. É o que acontece com o Natal e com a glória de Deus que é a vida do homem.
Vivemos em conflitos de vida e morte. Muitas vezes não somos irmãos, não raro, inimigos somos. O Natal produz, por uns momentos ao menos, paz e reconciliação. Diante do presépio sentimo-nos irmãos até com os animais. Tudo se confraterniza: o céu luminoso dos anjos com a terra escura dos homens.
Havia pastores nos campos de Belém. Foram os primeiros a receber a grande notícia do Nascimento da Luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo, Jesus. Foram à gruta, guiados pela Luz. Viram e se encheram de alegria. Comunicaram a verdade que nos vem até hoje: O esperado por todos os séculos acaba de nascer. A graça de Deus não abandonou a terra dos homens. O Salvador está em nosso meio! Os pastores representam a humanidade inteira, especialmente aquela porção que Deus mais ama: os pobres e os humildes deste mundo.
O menino dá esperança aos desesperançados. Consola os tristes. Enxuga as lágrimas de todos os que sofrem as dores desta vida. Irmãos, eis que vos anuncio uma bela notícia; ela é de grande alegria para todo o povo: Hoje nasceu-nos o Libertador que é o Cristo Senhor!
Junto do presépio descansaram o boi e o asno. Nos campos ovelhas e cães de guarda. No céu as estrelas seguem o seu curso. Tudo vem banhado pela luz que jorra da gruta onde repousa o Menino sobre palhinhas, sorrindo. A natureza não ficou indiferente aos Nascimento de Deus. Histórias antigas nos relatam que quando tudo se quedava num profundo silêncio e a noite estava no meio do seu curso, então, de repente, fez-se um grande clarão no céu e Deus desceu à terra.
Nasceu o Verbo da Vida. Então as folhas que farfalhavam pararam como mortas. Então o vento que sussurrava ficou parado no ar. Então o galo que cantava interrompeu no meio do seu canto. Então as águas do riacho que corriam estancaram. Então as ovelhas que pastavam ficaram imóveis. Então o pastor que erguia o seu cajado ficou petrificado no ar. Então, neste momento, tudo parou, tudo silenciou, tudo se suspendeu: nasceu Jesus Cristo, nosso Salvador e o Senhor de toda a criação.

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by Anna Rebello